
Documento Digital na Saúde: Como a Transformação Legal e Tecnológica Está Revolucionando a Gestão Clínica
A digitalização na saúde não é mais uma tendência distante, mas uma realidade urgente. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 70% dos erros médicos no Brasil estão relacionados à falta de acesso ágil a informações do paciente, muitas vezes causada pela dependência de registros em papel. Já um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que apenas 45% dos estabelecimentos de saúde privados adotaram prontuários eletrônicos em 2022, enquanto na rede pública esse índice é ainda menor. Essa defasagem custa caro: estimativas do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que a gestão de documentos físicos consome até 15% do orçamento anual de clínicas e hospitais.
Nesse contexto, a migração para o documento digital tornou-se não apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade legal e operacional. Este artigo explora como a estruturação jurídica brasileira, aliada a soluções como o sistema Klingo, está eliminando barreiras e impulsionando a eficiência na saúde.
A Evolução Jurídica: Da Incerteza à Segurança Digital
Por anos, a Resolução CFM 1821/2007 permitiu o prontuário eletrônico, mas deixou lacunas sobre a validade de documentos digitalizados. A insegurança jurídica persistiu até 2018, quando duas leis transformaram o cenário:
- Lei 13.787/2018 (Lei do Prontuário Eletrônico): Autorizou a criação de prontuários 100% digitais, exigindo certificação digital para validar autoria e integridade.
- Lei 13.874/2019 (Lei da Liberdade Econômica): Permitiu a conversão de qualquer documento físico para digital, desde que seguindo padrões técnicos.
O Decreto 10.278/2020 detalhou esses parâmetros, exigindo:
- Autenticação por Certificado Digital ICP-Brasil;
- Garantia de integridade (ex.: uso de blockchain ou hash criptográfico);
- Armazenamento em sistemas com rastreabilidade e proteção contra alterações.
Essas mudanças encerraram décadas de ambiguidade, pavimentando o caminho para relações paperless na saúde.
Exemplos Práticos: Como o Digital Transforma a Gestão
- Telemedicina e Acesso Remoto:
Durante a pandemia, clínicas que já usavam prontuários digitais puderam compartilhar laudos e receitas em tempo real, evitando atrasos. Um caso emblemático foi o do Hospital Albert Einstein, que reduziu em 40% o tempo de atendimento integrando prontuários digitais a plataformas de teleconsulta. - Redução de Custos com Armazenamento:
Uma rede de laboratórios em São Paulo economizou R$ 2 milhões/ano ao digitalizar 500 mil fichas de exames, eliminando gastos com arquivos físicos e equipe de organização. - Segurança contra Perdas:
Enchentes no Nordeste em 2021 destruíram prontuários de 12 hospitais, mas instituições com backups em nuvem recuperaram dados em horas, minimizando impactos no atendimento.
Klingo: Conformidade Legal e Eficiência na Prática
O sistema Klingo foi desenvolvido para operar dentro do rigor da legislação brasileira, oferecendo:
- Certificação ICP-Brasil: Cada documento é assinado digitalmente por profissionais de saúde, garantindo autenticidade.
- Armazenamento em Nuvem Criptografado: Proteção contra ataques cibernéticos e acesso não autorizado.
- Descarte Seguro de Papel: Após a digitalização, os originais podem ser eliminados, reduzindo custos e riscos ambientais.
O Ônus de Permanecer no Papel
O custo do papel vai muito além do valor de resmas e insumos para impressão. Nessa conta entra o gasto com alocação de espaços e mão de obra para manuseio de impressos, o tempo desperdiçado com processos analógicos em fluxos de faturamento, o risco de perdas e o custo da ineficiência do papel, frente as possibilidades do formato digital. Quem já teve que achar um documento comprobatório em 20 anos de impressos sabe o que isso significa. Quem não achou e teve que arcar com uma responsabilização cível por isso, dificilmente esquecerá a lição.
Relutar na digitalização tem custos crescentes:
- Financeiro: Enquanto espaço em nuvem com a segurança da criptografia digital se torna cada vez mais barato o custo do papel, que inclui a sua pegada ambiental, é cada vez maior.
- Jurídico: Documentos físicos são mais frágeis e suscetíveis a perdas e extravios.
- Operacional: Profissionais que ainda dependem do papel gastam até 30% do seu tempo trabalhado em tarefas manuais, como preencher formulários, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Conclusão: O Futuro é Digital (e o Presente Também)
A saúde brasileira está em um ponto de inflexão: quem adere à digitalização colhe ganhos em segurança, custo e agilidade; quem insiste no papel assume riscos desnecessários. Com a Klingo, a transição é técnica e juridicamente viável, permitindo que gestores foquem no que realmente importa: a qualidade do cuidado ao paciente.
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Fontes:
- OPAS: Relatório sobre Erros Médicos nas Américas (2021).
- IBGE: Pesquisa Nacional de Saúde (2022).
- CFM: Custos Operacionais em Saúde (2020).
- FGV: Estudo sobre Produtividade na Saúde (2023).