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O Desenvolvimento do Mercado da Saúde no Brasil e o Papel Estratégico das Healthtechs

Impulsionado por demandas estruturais da sociedade, como o envelhecimento populacional e a necessidade de respostas ágeis a crises sanitárias, o setor da saúde no Brasil passa hoje por uma transformação acelerada. Dados recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelam um cenário de crescimento robusto, mas também de competição acirrada, em que a excelência técnica e a inovação tornam-se diferenciais críticos. Nesse contexto, as healthtechs emergem como protagonistas na modernização do setor, integrando tecnologia, gestão e acesso para atender às complexidades do novo mercado.

 

 

Crescimento Estrutural: Demografia e Demandas Sociais

O desenvolvimento do setor da saúde está intrinsecamente ligado a indicadores de progresso social. Segundo o IBGE, em 2024, 12% da população brasileira já tinha mais de 65 anos. A expectativa de vida do brasileiro, hoje, ultrapassa os 76 anos. Esse envelhecimento amplia a demanda por serviços especializados, como tratamentos crônicos e geriatria. Além disso, eventos como a pandemia de COVID-19 evidenciaram a necessidade de infraestrutura ágil para combater ameaças à saúde coletiva.

 

Refletindo a capacidade de atender essas demandas, em 2024, a ANS registrou mais de 50 milhões de beneficiários de planos de saúde, um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior, sinalizando a expansão do acesso a serviços privados. Paralelamente, o CFM atingiu o maior número de registros ativos da história com a marca de 600 mil médicos registrados, o que indica tanto um crescimento do mercado quanto a necessidade da diferenciação através da qualidade.

 

 

Competitividade e a Busca por Excelência

Atualmente, o Brasil conta oficialmente com 423 cursos de graduação em Medicina, ocupando a segunda posição no ranking dos países com mais faculdades de medicina no mundo. O aumento no número de instituições de ensino e de empreendimentos do setor cria um ambiente hipercompetitivo, onde a simples disponibilidade de serviços não basta e a qualidade técnica e a eficiência operacional são diferenciais determinantes na busca pelo sucesso. Para consolidar suas posições de mercado, unidades de saúde precisam investir em:

 

  • Certificações e acreditações (como ONA e ISO);
  • Tecnologias de gestão (que integrem todos os seus processos em um só sistema);
  • Experiência do paciente (redução de filas, atendimento atencioso e personalizado).

 

 

Nesse cenário, médicos e instituições que não se adaptarem às demandas por modernização correm o risco de perder relevância e as healthtechs emergem como protagonistas, combinando tecnologia, medicina e gestão para oferecer soluções disruptivas.

 

 

Healthtechs: O Motor da Inovação

Impulsionada por desafios operacionais do segmento, como custos elevados, dificuldade de acesso a dados e baixa produtividade administrativa, a transformação digital do setor da saúde tem ganhado força nos últimos anos e as healthtechs tem sido as principais catalisadoras desse processo.

 

O segmento de healthtechs vem experimentando uma expansão significativa, superando até mesmo as projeções mais otimistas, com destaque para empresas que atuam em modelos SaaS (Software as a Service), como o Sistema Klingo, posicionando-se entre as líderes em inovação. Para se ter uma ideia, o setor que dobrou de proporção em 3 anos, entre 2018 e 2021, praticamente dobrou novamente nos dois anos subsequentes. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em 2018, cerca de 248 healthtechs atuavam no Brasil. Em 2021, esse número saltou para 542 e em 2023, o país já contabilizava 1.068 healthtechs, marcando um crescimento de 215% em 5 anos. Hoje, o setor já conta com mais de 1.500 healthtechs. Esse ritmo coloca as healthtechs entre os subsetores de tecnologia mais dinâmicos da economia brasileira.

 

Nesse contexto a Klingo, que foi a empresa que mais cresceu nos últimos dois anos dentro da sua categoria, vem consolidando o modelo SaaS e proporcionando mais eficiência e produtividade ao mesmo tempo em que aumenta a qualidade na prestação de serviços médicos.

 

 

Desafios e Oportunidades

Apesar do crescimento, o setor enfrenta obstáculos como a fragmentação regulatória e a resistência à digitalização em regiões menos desenvolvidas. Por outro lado, oportunidades como a integração de blockchain para segurança de dados e a expansão de telemedicina preventiva apontam para um futuro promissor.

 

Conclusão

Para sobreviver no ambiente cada vez mais competitivo do mercado de saúde brasileiro é preciso ter um compromisso constante com a inovação. Com o maior número de médicos da história e um ecossistema de healthtechs em ebulição, o futuro no setor depende cada vez mais da capacidade de integrar expertise humana a soluções tecnológicas escaláveis. A busca por excelência não é mais uma opção. Ela se tornou um pré-requisito imprescindível para quem busca o sucesso. A evolução das healthtechs reflete não apenas avanços tecnológicos, mas uma mudança cultural na forma como a saúde é gerida e acessada. Empresas como a Klingo, que combinam SaaS com inteligência analítica, estão preparadas para liderar essa nova fase, garantindo eficiência operacional e melhor experiência para pacientes e profissionais.